É o povo que não quer reformas?
“Reformas estruturais”? Já estamos todos cansados da conversa. É o nome que damos às mudanças que precisamos de fazer no Estado, na regulamentação e nas organizações, com dois fins: primeiro, para nos tornarmos mais competitivos nos mercados internacionais, os únicos através dos quais a nossa economia pode crescer; segundo, para que o nosso Estado, modelo social e empresas sejam sustentáveis. Vários organismos internacionais recordam-nos regularmente a sua necessidade. Porque não acontecem?
A classe política tem uma resposta: não por causa deles, políticos, convencidos e preparados, mas por causa do povo. O povo rejeita mudanças. Está acomodado à rotina e ao curto prazo. Punirá eleitoralmente quem o obrigar a alterar hábitos ou a pensar no dia seguinte. Em democracia, que podem os políticos, senão seguir “quem mais ordena”?
Nada disso é convincente. Não vou discutir o que........
