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Quando silêncio mata: Irão não pode continuar fora do radar

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29.01.2026

No dia 24 de janeiro de 2026, cerca de 300 iranianos residentes no Porto reuniram-se na Praça da Liberdade (Aliados). Tratou-se de um protesto pacífico, sério e carregado de nomes, rostos e mortos. Cartazes e fotografias lembraram o óbvio que muitos preferem esquecer: no Irão, o Estado reprime, mata e prende quem exige liberdade.

Estas manifestações da diáspora não surgem sem razão: Surgem porque, desde a primeira semana de janeiro de 2026, o regime islâmico de respondeu a protestos legítimos com um nível de violência absolutamente brutal, provocando milhares de mortos (há relatos de credíveis de mais de 30 mil), dezenas de milhares de detenções e apagões quase totais da internet que duram já há mais de duas semanas. O método é conhecido e já usado nas vagas anteriores de protestos do povo iraniano: isolar do mundo, esmagar os protestos, silenciar os cidadãos. Nada de novo. O que é novo é a escala da repressão, a generalização da violência e dos assassinatos e a sensação de impunidade com que os sicários do regime agem.

No Porto, a 24 de janeiro, os participantes na manifestação (portugueses e iranianos) disseram – de forma clara e direta – o........

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