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Câmaras fixas não chegam: Baixa precisa de vigilância aérea

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Escrevo este texto a título pessoal, não em nome de nenhum dos coletivos que fundei ou estou ativo embora, de facto, seja um tema em praticamente todos estejam a acompanhar muito de perto: o fenómeno do tráfico e da simulação de tráfico de estupefacientes na Baixa de Lisboa, como a venda de “louro prensado” a turistas incautos, um problema que a própria PSP reconhece publicamente há mais de duas décadas. É por isso ainda mais estranho que, com um problema tão antigo e tão bem identificado, continuemos a discutir a resposta em termos que me parecem desatualizados: câmaras fixas instaladas em pontos concretos da cidade.

A ideia de colocar câmaras fixas na Baixa tem um apelo óbvio: é muito visível, é simples de explicar e dá a sensação imediata de que algo está a ser feito. Mas acredito que, perante um fenómeno de insegurança tão duradouro, é também uma resposta com um limite estrutural que raramente se discute: o do deslocação dos criminosos. Quem vende produtos falsos fazendo-os passar por droga não tem de operar sempre nos mesmos lugares. Basta que perceba onde está uma câmara (e normalmente perceberá, até porque a própria lei impõe que a instalação seja assinalada de forma visível) para que a atividade se mude cinquenta ou cem metros mais além, para........

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