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O Irão e a mudança de regime

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30.03.2026

Imagine que Vladimir Putin, numa deriva psicótica para desmembrar a Europa e derrotar a Ucrânia, usando o argumento que está em perigo a segurança da Rússia decide, e implementa, um ataque cirúrgico. Envenena o Papa Leão XIV, e mata três líderes europeus, Ursula Von Der Leyen, António Costa e Kaja Kallas. Apenas decide poupar a Presidente do parlamento europeu Roberta Metsola. Liquidados os quatro líderes, o religioso (dos católicos) e os políticos, Putin diz que quer negociar. Não é preciso ser nem católico nem muito europeísta para se perceber a vontade que teríamos de negociar face a este cenário trágico. Mutatis mutandis, é o que se passou no Irão. Neste caso duas potências estrangeiras que atacam um Estado soberano, decepam a sua liderança, que num estado teocrático é simultaneamente religiosa e política, com o argumento de uma ameaça iminente. Afinal, estávamos convencidos que o anterior ataque israelo-americano de Junho de 2025 tinha, nas palavras do próprio Presidente americano, destruído  as principais infraestruturas nucleares do Irão e que o Irão ficaria impossibilitado de desenvolver armas nucleares durante anos. Trump disse isto há apenas nove meses. Agora, no meio de negociações com os EUA, Israel decide atacar e levar consigo o amigo americano devido à ameça do Irão. Netanyahu já nos habituou a que sempre que há um acordo eminente arranja uma maneira de torpedear esse acordo. Tudo isto à revelia do direito internacional, da carta........

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