Presidenciais: quem caiu abaixo da cadeira?
O azar de 3 de agosto de 1968 marca o prólogo do fim do Estado Novo. Quando Salazar cai da cadeira (há outras interpretações mobiliárias, todavia) é o regime a vítima da queda – o líder conheceria o fim dois anos mais tarde. Que fique claro, aqui não celebramos nem a queda nem a morte (outros o fizeram) do presidente do Concelho de Ministros; apenas referimos o facto histórico que deu início aos estertores do salazarismo.
Fazendo um paralelo com os resultados das eleições presidenciais, podemos indagar se assistimos ao início do encerramento da República – tal como a conhecemos – e ao começo de uma conceção alternativa. No entanto, nesta breve análise, nesta nossa interpretação, iremos focar-nos nos protagonistas, nos agentes políticos, que – em linguagem figurada, claro – caíram da cadeira no passado dia 18.
Verificando os resultados eleitorais, é óbvio que a grande derrotada foi a........
