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Presidenciais: o Supeficial, o Profundo e o Desarranjado

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17.01.2026

As sondagens e as tracking pools sucedem-se a um ritmo nada menos que frenético. As mudanças de posição, nomeadamente nos lugares medalháveis, não ficam atrás. Os big five, de resto, Ventura, Seguro, Cotrim de Figueiredo, Gouveia e Melo e Marques Mendes, aparecem irremediavelmente unidos em empates técnicos, que mais não causam do que um obscurecimento do resultado – afinal, indaga-se o povo português, quem passará à segunda ronda? – E quem será o novo presidente da República?

Alguns dos candidatos apostaram na publicação de biografias e memórias, de entrevistas por escrito ou por viva-voz, e todos, saltitando de um programa televisivo de entretenimento para outro, deram um ar de sua graça. Agora que a campanha está nas ruas, depois do longo ciclo de debates, é o tudo por tudo nas arruadas e comícios, nos abraços e apertos de mão, não negando nenhum dos competidores o sempre efusivo, embora comprometedor, bailarico de ocasião.

Aconselhados pelas respetivas máquinas políticas e de comunicação, expõem-se os pontos fortes e ocultam-se os fracos ou menos fortes; contudo, há determinadas características que não deixam de sobressair neste enorme remoinho de emoções. No sempre difícil processo de atribuição de notas qualitativas, arriscamos-mos, à semelhança de muitos comentadores e analistas, a um, todavia, pequeno exercício. Escolher três políticos desta lista recorde de candidaturas não é tarefa fácil. Malgrado, é tentadora do ponto de vista do humor e da candura. Investimos assim, a partir de um........

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