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Os navios em Ormuz continuam a ditar os juros

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02.07.2026

O início do conflito entre os EUA, Israel e o Irão, a 28 de fevereiro, e o consequente encerramento do estreito de Ormuz, em ambos os sentidos, ditaram uma disrupção significativa numa das mais importantes rotas marítimas do comércio mundial, responsável por uma parte substancial das exportações globais de petróleo e gás natural. O risco de ataques a embarcações comerciais limitou significativamente as  exportações de hidrocarbonetos do Golfo Pérsico.

Contudo, à medida que o conflito foi abrandando e foram sendo anunciados sucessivos acordos de cessar-fogo e tréguas temporárias, sobretudo nas últimas semanas, o preço do barril de petróleo recuou gradualmente. Desde o início de maio, o Brent desceu de 120 dólares por barril para perto dos 70 dólares, regressando assim para perto dos níveis pré-conflito. E, desde meados de junho, a circulação marítima no estreito de Ormuz tem vindo a normalizar-se gradualmente. Esta recuperação tem sido, no entanto, lenta e assimétrica, evidenciada, numa fase inicial, por um número de saídas do Golfo Pérsico superior ao número de entradas. Tal comportamento poderá refletir a saída gradual de navios anteriormente retidos ou que haviam adiado a travessia do estreito durante o período de maior tensão militar na região, sugerindo que, apesar da relativa melhoria das condições de segurança, as empresas de navegação continuam........

© Observador