A Defesa, o queijo da Serra e o colesterol
É normal que os líderes políticos não gostem de dar más notícias às populações e que evitem adoptar medidas que, de alguma forma, lhes causem algum tipo de sofrimento ou desconforto ou, no mínimo, sejam impopulares.
É normal, da mesma forma que os pais não gostam de contrariar ou castigar os filhos, os professores não gostam de dar negativas aos alunos e os gestores não gostam de tomar medidas que vão ter impacto negativo na vida dos trabalhadores.
Mas é da vida que todas essas contrariedades têm que ser encaradas, com maior ou menor frequência.
A Europa enfrenta, neste momento, o enorme desconforto de ter que acorrer a uma área central da função dos Estados que, durante décadas, deixou em grande parte entregue aos Estados Unidos: a Defesa.
E a Defesa é cara, muito cara. É cara pelos investimentos que exige – investigação, tecnologia, fabrico ou aquisição de equipamento e armamento – e pela despesa corrente que obriga a mobilizar – manter exércitos aptos e equipamentos operacionais e em regime de prontidão.
Esta é uma conversa difícil de ter, olhos nos olhos, com populações que vivem, apesar de tudo, numa das regiões mais........
© Observador
