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Resposta a muitos leitores

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07.09.2026

Uma das perguntas que mais vezes me é colocada relaciona-se com o fim do wokismo: será que o período woke já acabou? A resposta é complexa por duas razões: não só a futurologia é uma modalidade perigosa, como tudo depende do que entendermos por wokismo. Ainda assim, vou sugerir uma estratégia inspirada nos comentários às grandes voltas transmitidas pela EuroSport. Como as emissões são longas e é preciso preencher o tempo, Olivier Bonamici costuma perguntar: qual é o ciclista que vão seguir nesta etapa com mais atenção? (não necessariamente porque pode ganhar, mas porque temos curiosidade em saber o que é capaz de fazer) Podemos politizar esta pergunta: há alguma figura pública que possamos seguir para perceber o futuro do wokismo?

A resposta é Alexandria Ocasio-Cortez (daqui em diante, AOC).

Quando tomou posse em janeiro de 2019, AOC tornou-se a mulher mais nova a ser eleita para o Congresso. Dentro do partido democrata faz parte de uma das suas fações mais radicais, o Democratic Socialists of America, e apresenta-se no espaço público com uma agenda muito progressista. Para além disso, e como a sua idade denunciaria, o seu percurso político tem sido feito com um uso muito hábil das redes sociais.

Não é assim surpreendente que AOC tenha ocupado um lugar de vanguarda nas questões mais extremas da agenda woke. Entrou no meu radar há 7 anos quando, numa entrevista ao programa 60 Minutes, foi confrontada com a sua dificuldade em acertar........

© Observador