Ti amo Francesco
Há poucos dias, participei num encontro onde alguém partilhou a seguinte história. No final de Dezembro, quando o Papa Francisco visitou uma prisão, em Itália, para abrir uma porta santa por ocasião do Jubileu 2025, à saída, passando pela secção do estabelecimento prisional onde os reclusos não podem sair das celas, estes tentaram aproximar-se o mais possível das grades e, enquanto procuravam ver o Papa, gritavam: “Ti amo, Francesco”.
Nos últimos tempos, sobre a Igreja, tem caído acusações de mundanismo. Há quem diga que ela se aburguesou, que deixou de ser contracorrente. No entanto, hoje, não há nada mais contracorrente do que passar por uma prisão e ouvir um recluso dizer-nos: “Amo-te”. Do mesmo modo que, no meio de tanta política de cancelamento, não há nada mais contracultura, do que convidar humoristas para o Vaticano e lhes elogiar a defesa da liberdade de expressão. Talvez, como em tudo, seja necessário aprender a ver o copo meio cheio.
Um dos exemplos disso são os vários pronunciamentos que o Papa tem feito, em especial sobre a guerra e paz. É verdade que nem todos concordamos com........
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