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O rapto do espaço público

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11.09.2026

Na semana passada, fui convidado para um encontro de diálogo inter-religioso. Por motivos que desconheço, das várias confissões religiosas convidadas, apenas representantes do cristianismo e do islão marcaram presença.

Ao longo da mesa-redonda, o representante do islão disse que existe radicalismo na comunidade muçulmana; que o condena totalmente; que as comunidades islâmicas são muito diversas e que há problemas até no seio de alguns dos seus setores, algo potenciado pelo facto de não existir uma hierarquia centralizada, como sucede no catolicismo; que não aceita que exista em Portugal uma lei paralela, seja ela qual for, mesmo que de origem ou inspiração muçulmana; que a imigração deve obedecer a regras; e que a assimilação absoluta é tão perigosa como «a multiculturalidade difusa que a esquerda progressista quer defender». Ainda assim, não foi suficiente.

Um grupo foi à conferência para sabotar o encontro. Não havia volta a dar. Havia, de facto, boas perguntas que poderiam ter sido feitas. Ficaram todas por fazer. Por mais que o representante muçulmano se explicasse, não adiantava. O grupo queria deixar uma mensagem: o islão é um mal em si mesmo, que deve ser controlado e afastado do espaço público. Sem........

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