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Filhos do Estado, não; nem filhos enjeitados!

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30.05.2026

Quando se soube que uma mãe francesa e o seu parceiro abandonaram, em Monte Novo do Sul, o Zacharie, de três anos, e o Barthélémy, de cinco, foi geral a indignação, que se acentuou quando se veio a saber que os ditos adultos foram encontrados em Fátima, onde foram detidos.

À gravidade do abandono acresce que as duas crianças são, como seus pais, de nacionalidade francesa e, por isso, não falam português. Por outro lado, deixadas em pleno campo, ao lado de uma estrada, corriam múltiplos e graves riscos. Em tão duras circunstâncias, se continuassem abandonadas poderiam não sobreviver, sobretudo se se perdessem no campo, se mantivessem as temperaturas elevadas, ou se esgotassem os seus escassos alimentos. O facto de ambas terem consigo uma pequena mochila, onde tinham pouca roupa, alguma peça de fruta e água, evidencia a intenção de as abandonar. Dada a insuficiência dos víveres de que dispunham, é óbvio que a sua subsistência estava em causa. Por este motivo, a mãe e o companheiro ficaram sujeitos a prisão preventiva, ambos indiciados por dois crimes de exposição ou abandono, agravado em relação à mulher, enquanto o seu acompanhante também responde por um crime de ofensa à integridade física qualificada.

Foi chocante saber que a mãe e o seu parceiro, depois de terem abandonado as crianças, seguiram para Fátima, situada a cerca de 200 km do lugar onde deixaram os dois rapazes e, portanto, esse acto não foi uma reacção intempestiva, num momento infeliz, mas uma decisão em que perseveraram horas a fio, sem que conste nenhum remorso pelo crime alegadamente realizado, nem nenhuma preocupação pelo destino das crianças enjeitadas. Pode-se........

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