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O regresso das raízes

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22.09.2026

Suponho que não seja discutível que andamos, mais ou menos desde que se iniciou o século XXI, a viver, no nosso mundo ocidental, uma tendência generalizada para o revivalismo e a nostalgia. Logo em 2001, os norte-americanos The Strokes introduziram o revivalismo do rock de garagem, e seguiu-se-lhes uma vaga de redescoberta de visuais, sonoridades e predisposições com vinte, trinta, quarenta ou mais anos de distância. A cultura pop ocidental do novo milénio tornou-se, a dada altura, obcecada com as últimas décadas do século XX, das séries de televisão de sucesso ao regresso do vinil, passando pela febre do vintage e do retro em torno do mobiliário e da decoração de interiores, até a festas Revenge of the 90s ou 80s e aos slogans políticos – nem mesmo o famoso Make America Great Again é uma invenção da segunda década do século XXI, mas um revivalismo dos anos 80 do século anterior. Por cá não deixámos de ter as nossas pequenas excitações em torno das marcas que vincaram a infância da geração que se tornara adulta neste século, com Nuno Markl a liderar a onda revivalista durante vários anos. Mesmo a religião, de certo modo abandonada ou tida como antiquada, acabou por se manifestar de outros modos e com........

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