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Entre a exigência do contexto e a capacidade de resposta

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23.04.2026

A definição de prioridades continua a ocupar o centro do debate sobre a indústria europeia, ainda que o ponto crítico se tenha deslocado. As principais orientações estratégicas encontram-se, há vários anos, claramente identificadas: descarbonizar a base produtiva, acelerar a integração tecnológica, reforçar a autonomia em cadeias de valor críticas e responder a um enquadramento normativo e regulatório mais exigente. O verdadeiro desafio reside hoje na capacidade de concretizar estas orientações com a rapidez, a escala e a robustez técnica que o contexto impõe.

Esta pressão resulta da convergência de fatores que passaram a incidir em simultâneo sobre a atividade industrial, comprimindo o tempo de resposta das empresas e aumentando o nível de complexidade das decisões. A incorporação de novos requisitos energéticos, tecnológicos, normativos e de segurança, deixou de ocorrer de forma faseada e passou a refletir-se diretamente nos custos de produção, na organização dos processos e na necessidade de adaptação contínua dos sistemas produtivos, com impacto imediato na competitividade.

O relatório The Future of European Competitiveness, apresentado por Mario Draghi em setembro de 2024, veio dar expressão a esta realidade ao........

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