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Bestas

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03.02.2025

Interrompeu. Não lhe interessava o respeito que a sessão plenária do Parlamento Europeu prestava pelos 80 anos da libertação de Auschwitz-Birkenau. Grzegorz Michał Braun abriu a goela a pedir orações por Gaza. Parece-lhe apropriado. Pisou, com dois pés, a ordem do dia já anunciada por Roberta Metsola de que seria feito um minuto de silêncio pelos seis milhões de judeus assassinados pela Alemanha nazi. E o asno ralado com expressões de contemplação.

Anti-semita, sentenciou que os judeus polacos são inimigos da Polónia. Faz dois anos, em Maio de 2023, invadiu uma palestra sobre o Holocausto do historiador Jan Grabowski, no Instituto Histórico Alemão, em Varsóvia, destruiu o microfone e os alto-falantes do evento. Em Dezembro do mesmo ano, durante a primeira sessão do 10º mandato da Câmara dos Deputados, polaco, apagou uma chanukiah, borrifando-a com um extintor de incêndio e bolçou: “As pessoas que participam do culto satânico deviam ter vergonha”. Culto satânico. Grande desequilibrado para não dizer grande........

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