PSU-do política
A política tem sempre a sua dose de encenação, farsa e pura e simples mentira. É um triste reflexo das fraquezas da natureza humana. Não vale a pena pensar que algum dia existiu política que não viesse acompanhada desses ingredientes. Mas há, e tem de haver, limites. Neste momento, aqui na desditosa pátria, os limites não existem. Os últimos dias foram uma lamentável demonstração do despudor.
Há uns dias, José Luís Carneiro, acompanhado de um coro infindável de ex-ministros de António Costa, denunciavam o “extremismo” e a “desumanidade” do Governo. Falavam da proposta da Prestação Social Única. Mais tarde, no dia em que Governo e PS chegaram a acordo, imediatamente os socialistas puseram a correr na comunicação social que a “desumanidade” tinha sido heroicamente vencida. Traduzindo nos termos da proposta, o “trabalho socialmente necessário”, que estava previsto para um grupo insignificante de pessoas no território nacional, deixara de ser “obrigatório”.
As semanas anteriores tinham sido marcadas pela denúncia vigorosa do que estava previsto na proposta do Governo para a PSU. Como contrapartida do benefício da........
