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Mesmo que demore não dura

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25.02.2026

1 A ilusão com que “se” espera por António José Seguro é eloquente e perigosa. Mas é sobretudo inversamente proporcional ao que o espera a ele: um país fragmentadíssimo, instituições fragilizadas como nunca desde 1974; a perda da autoridade do Estado; um sistema de partidos cuja natureza dita a sua própria improdutividade; um governo praticamente bloqueado no seu funcionamento; uma operacionalidade política inviável por se fazer com – e através – de três grandes blocos partidários de peso quase igual que animam o parlamento e desanimam a política; o ar mediático contaminado pela prática do desrespeito e um universo político que desistiu das boas maneiras.

Os recentes desastres naturais de rara dimensão e prejuízo, ensombraram ainda mais um estado de coisas onde elas em vez de se concertarem, se dissolvem na acusação política e no desacerto.

Não se sabe o que vai na cabeça de uns e outros. Parece o fim de alguma coisa como aqueles restos deixados pela fúria das águas quando elas se foram embora.

2 Como se fosse pouco (mas talvez não pudesse ser de outra maneiras) há uma concorrência malsã nas fileiras das duas oposições: de um lado um PS agora agarrado a António José Seguro, o inesperado “benfeitor” que pode salvar a família de um naufrágio político. Ou melhor, que os socialistas não escondem esperar que ele salve. Não nos revelou José Luís Carneiro que está a........

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