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A cidade e as regras

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28.05.2026

Ainda a mesma terça-feira, 19 de Abril, e ainda a mesma discussão na Assembleia Municipal de Lisboa sobre a proposta da Câmara para revogar o Plano de Pormenor (PP) do Projecto Urbano do Parque Oriente. Como um realejo, a esquerda debitava estribilhos: sem aquele PP, eis a cidade aberta à maldita desregulação, ao “neo-liberalismo”, aos “interesses”, à perda de controlo político sobre a transformação daquela zona de Lisboa. E a abominável obsessão com o desperdício de um instrumento para “fazer cidade”. O Partido Socialista, sempre mais longe, sempre mais forte e mais baixo – como compete a um halterofilista de leste – lembrava a Câmara da sua obrigação de “gerir o investimento privado”. Uma excentricidade prosaica. Nem depois de se instalarem no governo da cidade durante 14 anos seguidos aquelas cabeças compreendem que a Câmara não existe para decidir a gestão operacional da actividade privada; existe para governar Lisboa. Governar não significa acompanhar administrativamente cada operação urbana específica.

Não. A........

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