Amor com reservas não é amor, é interesse
Em pleno tempo quaresmal, a sábia e eterna pedagogia eclesial convida-nos a uma adesão livre, consciente e determinada ao caminho que conduz à renovação do nosso coração, configurando-o ao coração da Misericórdia e da Esperança. Para a construção de um amor mais pleno, autêntico e genuíno, a Tradição recorda-nos uma verdade incontornável: todos estamos, inevitavelmente, na fila para a morte. E, diante desta certeza, somos chamados a posicionar-nos de forma consciente.
A consciência da nossa finitude amplia a perceção de que o tempo que temos para viver é limitado. Isso imprime em cada um de nós a necessidade de viver plenamente, sem adiamentos, sem reservas. Caso contrário, permanecerá sempre em nós um certo amargo de boca. É desejável, portanto, que, enquanto aguardamos a nossa partida ou nos aproximamos dela, possamos mudar a nossa atitude perante a vida. Ou seja, talvez devamos fazer de cada instante um momento que valha a........
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