A esquerda em transe
1.A esquerda nacional não está muito bem. Tenho pena porque, durante a minha adolescência e juventude, conheci e privei com alguns dos seus representantes com quem aprendi alguma coisa e absorvi, sobretudo, alguma autoridade moral de que nessa altura, já lá vai muito tempo, ainda era depositária. Nunca lhe neguei então essa qualidade.
O pior foi depois. Muitas décadas volvidas a esquerda não esqueceu o que sofreu durante a ditadura e quer vingança. E quererá. Mas não percebeu o essencial. Nos dias de hoje as aleivosias do dito «fascismo» de 1926 a 1974 não motivam ninguém. Por outro lado, as bandeiras das nacionalizações, da reforma agrária e do controlo operário, tuteladas pelo chamado «Conselho da Revolução», espécie de quisto cancerígeno numa Europa democrática, já não mobilizam ninguém, e os militares «revolucionários», os poucos que ainda estão vivos, regressaram aos quartéis ou estão aposentados. Tudo isto está ultrapassado.
O que lhe resta então? A mitologia.
2.Num país como o nosso, a mais........
