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Sarampo ou o choque de realidade

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18.03.2025

De acordo com os registos do CDC, houve nos EUA, desde o início do ano, duas centenas de casos de sarampo e duas mortes: um adulto e uma criança, ambos não vacinados. Isto não é nada se comparado com a realidade de 1963, o último ano antes da vacina. Nessa altura, quase todas as crianças nos EUA tinham sarampo antes dos 15 anos, o que se traduzia em cerca de quinhentas mortes e mil casos de encefalite por ano. Com a aprovação da primeira vacina em 1963, e com a sua aplicação generalizada, o número de casos caiu a pique. A doença foi declarada erradicada no ano 2000. Erradicada não significa que o vírus tenha deixado de existir. Significa apenas que não houve qualquer caso reportado no país durante os doze meses anteriores. Pequenos surtos foram acontecendo ao longo dos anos, geralmente em comunidades com baixas taxas de vacinação por razões religiosas ou filosóficas. Em 2019, por exemplo, o pior surto em quase vinte anos (1274 casos) centrou-se em Nova York e New Jersey, entre a comunidade judia ortodoxa, que é fortemente refractária à vacinação.

Os surtos de sarampo ocorrem, de resto, um pouco por todo o lado. A........

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