A ingratidão dos radicais livres
Será a liberdade uma extravagância de “burgueses” satisfeitos? Será a democracia apenas boa para adiar decisões e distribuir culpas? Será o comércio livre uma invenção sem pátria, empenhada em transformar povos em consumidores viciados? E, sobretudo, haverá no mundo uma alternativa mais humana, mais livre e mais decente à civilização ocidental e atlântica, que tão diligentemente aprendemos a desprezar?
São perguntas pouco elegantes. O nosso tempo prefere condenar o Ocidente em bloco, como se a História pudesse ser julgada por uma assembleia de boas intenções. Mas comparado com aquilo que realmente existe no mundo e não com as utopias dos extremos, haverá melhor lugar político para viver do que uma democracia liberal, aberta, plural, sujeita ao direito e integrada num espaço económico de liberdade?
Foi no Ocidente que a igualdade perante a lei se tornou uma ambição pública concretizada. Não........
