Partido Unipessoal, Lda
O espaço mediático em Portugal foi tomado de assalto. Hoje, por vários motivos e tragédias, ter pensamento crítico e debater ideias parece não ser bem-vindo. Se ousarmos pensar demasiado, fora do molde do “politicamente correto”, arriscamo-nos a ser rotulados com o libelo mais assustador para um verdadeiro democrata: o de “fascista”.
Tanto alguns políticos, como comentadores, socorrem-se frequentemente deste palavrão com peso histórico para fazer valer as suas posições. Fazem-no para prevenir, e até impossibilitar, o confronto de algumas ideias que fujam às boas correntes doutrinárias dos media (o exemplo mais recente é o debate sobre imigração). O problema está, essencialmente, na maneira como o termo foi esvaziado do seu significado original e transformado numa arma de arremesso contra todos aqueles que não partilham do iluminismo moral e ético desta classe de eruditos. É também a forma como misturam o imiscível no mesmo saco e colam o centro aos extremos.
Aliás, testemunhámos isso recentemente na sequência da........
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