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O que aprender nos confrontos Papa-Trump e Ventura-Pacheco

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20.04.2026

1 Quando Donald Trump acorda de madrugada para postar numa rede social que está preparado para destruir uma civilização milenar não posso apenas achar que é mais um dos habituais exageros retóricos do presidente dos Estados Unidos. E também não posso encolher os ombros ou satisfazer-me com um sorriso amarelo quando vejo a imagem em que ele se faz passar por Cristo descido à terra – nem preciso sequer de ser cristão para perceber que há limites que foram ultrapassados.

Isso não me impede de divergir radicalmente de todos os que, de forma aberta ou encoberta, fazem por estes dias figas para que o confronto com o Irão dos ayatollahs e dos radicais do Exército Revolucionário termine com uma derrota dos Estados Unidos e de Israel. Eu sei de que lado estou – e sei que o mundo ficará bem melhor no dia em que desaparecer a ameaça que representa o regime de Teerão com o seu fanatismo, com o seu programa nuclear, com a forma como promoveu, organizou, armou e financiou uma constelação de organização terroristas, com os seus métodos repressivos e sanguinários. E também sei que décadas de democracia mole e cobarde não levaram a lado nenhum, razão pela qual não tenho achaques quando se eliminam lideranças inteiras nem me ponho a carpir mágoas pelo “direito internacional” quando este só tem conseguido, infelizmente, atar de pés e mãos os que acham que não basta conviver com os tiranos e olhar para outro lado.

Vou até mais longe: ao contrário de todos os que passam dias e dias, semanas e semanas, a “explicar” como o método Trump só pode conduzir ao desastre, eu assumo que não sei o suficiente para prever o desenlace desta guerra. Tal como não me ponho a especular sobre quem está a vencer e quem está a perder: no........

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