menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A esquerda, o ecopopulismo e a habitual sopa de letras

25 0
18.05.2026

O tempo passa, as gerações também, mas há doenças políticas que nunca conseguimos extirpar. Pelo contrário: num tempo de comunicação instantânea e fácil comunicação horizontal, a amalgamação é uma das receitas de sucesso dos mais diferentes populismos. Damos muita atenção ao que à feito para as bandas do Chega (um dos mais recentes posts de Ventura no Facebook é um bom exemplo deste jogo de amalgamações e indignações: “Porque é que o Centeno e Manuel Pinho têm direito a reformas antecipadas e milionárias e a maioria dos portugueses tem de se matar a trabalhar quase até aos 70 anos?”), muito menos atenção ao que ouvimos vindos de outras bandas. Felizmente esta semana a Climáximo, com a sua habitual histrionia, veio não só recordar-nos os limites do absurdo, como confrontar-nos com aquele que é cada vez mais o discurso monotemático de boa parte das esquerdas.

Na religião apocalíptica praticada por estes devotos da Igreja Universal da Climatologia, como muito certeiramente em tempos lhe chamou Paulo Tunhas, é muito fácil explicar o mundo: “O capitalismo fóssil oferece-nos um futuro de escassez, desigualdade, militarização e colapso climático acelerado” escrevia-se esta semana a propósito da tempestade Kristin, que como se sabe só aconteceu porque vivemos “subordinados à sede de lucro vampírica das grandes empresas.”

Na linha destes raciocínios, estes radicais passaram a semana a cortar ruas (no Areeiro, em Lisboa), a vandalizar a fachada de uma empresa, a roubarem supermercados ou a organizarem manifestações pindéricas (mas abusivas). Os objectivos vão variando conforme o cenário, mas o inimigo nunca........

© Observador