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Os pobres que paguem a crise

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31.12.2025

Ainda imbuído do espírito de concórdia da quadra festiva, tenho dedicado o tempo a reflectir nataliciamente sobre os grandes conflitos da nossa era e formas de os resolver. Debrucei-me sobre a guerra da Ucrânia (que solucionei enquanto emborcava os restos da Consoada); sobre a questão Israelo-Palestiniana (despachada nos 15km que corri de penitência por ter emborcado os restos da Consoada); e sobre o choque que opõe o Ministro da Educação e os críticos, na sequência das declarações sobre o mau estado das residências de estudantes. Esse acordo de paz gizei-o eu na retrete, após tomar dois DulcoLax para terminar o serviço começado pela corrida.

A forma encontrada para satisfazer as partes é dar razão a ambas. O Ministro tem razão ao garantir que não culpou quem tem rendimentos mais baixos. E os seus críticos também têm razão ao dizer que ficou subentendido que a culpa da degradação das residências de estudantes é de quem tem rendimentos mais baixos. É possível que pessoas de baixos rendimentos não sejam responsáveis pela degradação das residências e, ao mesmo tempo, a responsabilidade pela degradação das residências seja de pessoas de baixos rendimentos.

Vejamos. O que Fernando Alexandre disse foi que as residências universitárias ocupadas exclusivamente por estudantes de rendimentos mais baixos tendem a degradar-se. Ao fazê-lo, não está a afirmar........

© Observador