A falha na correcção dos exames é o exame
Faça parte de um Governo de esquerda ou de direita, se há missão que o nosso Ministério da Educação cumpre com galhardia é a de acabar com as desigualdades entre os alunos. É uma missão nobre e, felizmente, levada muito a sério. Em Janeiro de 2021, num dos confinamentos da COVID, o então Ministro Brandão Rodrigues proibiu os estabelecimentos de ensino privados de darem aulas online porque o Governo, em 10 meses, não tinha conseguido apetrechar as escolas públicas com as condições para o fazer. Obviamente, não podia deixar que uns alunos fossem prejudicados e outros não. A bem da igualdade, optou por prejudicar todos.
O Governo do PSD não lhe quer ficar atrás. A trapalhada no processo de correcção dos exames nacionais é prova disso. O Ministério pode não conseguir corrigir exames, mas está a corrigir disparidades. Neste caso, proporcionando uma oportunidade a todos os jovens de contactarem precocemente com a conhecida falta de organização do Estado.
Neste tema, é sabido que, entre alunos da escola pública e alunos de colégios, os primeiros são clara e injustamente beneficiados. Têm o privilégio de conviver com a bandalheira desde tenra idade, o que os prepara para uma vida inteira de frustrantes interacções com o Estado. Fornece-lhes ferramentas preciosas para o futuro. Quando, já adultos, têm o primeiro embate no guiché de atendimento de um organismo público, já sabem o que é........
