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Balanço em Gaza

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19.01.2025

A 15 de Janeiro a SIC Notícias juntou num painel de comentadores, a propósito das notícias de um cessar-fogo em Gaza, Maria João Tomás, Henrique Cymerman e Rui Cardoso.

Maria João Tomás e Rui Cardoso não disfarçavam a profunda hostilidade a Israel, centrada no “Netaniau”, como balbuciava MJT, entre um elogio ao Hamas e a culpa do “Netaniau”. Rui Cardoso, que parece gostar tanto de Israel como de Trump, negava até que este tivesse algum mérito no acordo, o que está a léguas da verdade.

Mas enfim, trata-se da SIC Notícias que, no campeonato do comentário sectário e medíocre, compete taco a taco com a CNN Portugal.

Relativamente ao assunto em si o que se me oferece dizer é que o acordo, por aquilo que se conhece, é francamente mau para Israel, a saber:

1 Aceitar trocar reféns por milhares de criminosos e prisioneiros de guerra, é obsceno e tem efeitos perversos. Obsceno porque os reféns são civis raptados das suas casas. Não estão no mesmo plano legal e ético que os criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, a libertação dos reféns a conta-gotas, ao longo de mais de um mês, e sem se saber quem são, ou se estão vivos ou mortos, é uma crueldade sem nome para as famílias.

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Perverso porque o facto de esta barganha acontecer diz ao Hamas que a táctica de raptar civis funciona cada vez melhor e o crime de guerra compensa. Há uns anos, Israel trocou 1000 jihadistas, entre os quais Sinwar, por 1 soldado israelita. O resultado do negócio foi a morte de milhares de israelitas e o rapto de mais de 200.

Numa próxima oportunidade, o Hamas irá raptar duas vezes mais pessoas. E irá haver próxima oportunidade, se o acordo fizer o seu caminho.

Ontem mesmo Khalil al-Hayya, o principal negociador do Hamas, elogiou o massacre de 7 de outubro como uma “conquista militar” e “uma fonte de orgulho para o nosso povo para ser transmitido de geração em geração”. E reiterou que o Hamas continuará a ter como objectivo a destruição de Israel. Ou seja, se depender do Hamas, o jogo recomeçará assim que possível.

2 Israel abdica formalmente da destruição do........

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