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Ricochete

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04.03.2025

O trecho da Reitora da Universidade Católica reza assim: «Ao longo da história, o “cumprir” das nações tem sido orientado por uma ambição de poder que pressupõe não raro o “descumprir” de outras. Sob forma mais ou menos radical, recorde-se a busca do espaço vital da Alemanha nazi ou a União forçada das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Mais perto de nós, a invasão recente da Ucrânia pela Rússia de Putin ou a persistência da operação israelita na Faixa de Gaza são exemplos de uma ideia de país como unidade espacial, demográfica, cultural e política una, fixa, dominante e imutável.»

O gasto das palavras levou a um beco sem saída. Sobre Israel, deliberadamente, a confusão das palavras não tinha outro fito senão fazer com que de vítima o Estado dos Judeus passasse a algoz. Não se poupou. Colonialismo, racismo, apartheid, limpeza étnica, genocídio, holocausto, nazi-sionismo; todos os lances foram cobertos. Sempre mais e mais. Até que as palavras se esgotaram: entraram num espaço........

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