De azul, o Marquês tem outro encanto
Chegou o dia do meu artigo anual sobre futebol. Depois de um artigo a felicitar o Benfica e dois o Sporting (os últimos dois), agora, com muito mais alegria, felicito o clube do meu coração, o Porto. Em futebol, o meu coração não é apenas azul e branco; é mesmo todo azul. Foi um campeonato muito mais difícil do que os números sugerem (hoje, 9 pontos de avanço sobre o Benfica e 12 sobre o Sporting, com menos um jogo). O Porto fez uma primeira volta impressionante, com apenas um empate. Mas na segunda volta a qualidade baixou e via-se que a possibilidade de ganhar o campeonato pesava muito sobre a equipa (uma derrota e três empates, o que mesmo assim é muito bom). Até contra o Alverca, no jogo do título, a equipa jogou mal, nervosa, tensa e sem a alegria normal de um campeão.
Este título de campeão é um dos mais importantes da história do Porto. Desde logo, foi o primeiro de Villas Boas como Presidente (no seu segundo ano, o que é notável). Era fundamental o Porto vencer o primeiro campeonato depois da era de Pinto da Costa. A grandeza do Porto, os seus títulos nacionais e internacionais, foi sinónimo das presidências de Pinto da Costa. De clube regional, o Porto passou a clube mundial. Um segundo ano seguido sem vencer o campeonato, e começaria o fantasma, será o Porto capaz de ganhar sem Pinto da Costa? O fantasma desapareceu. O Porto também é campeão sem Pinto da Costa. Villas Boas teve muito mérito. Começou na escolha do treinador, depois nas aquisições, quase todas excelentes, e por fim na liderança durante toda a época. Mais do que ninguém, Villas Boas mereceu este campeonato. Depois do........
