Gasóleo, ovelhas e o precipício
A Ministra do Ambiente veio já mais que uma vez falar dos combustíveis, mas além de umas infantilidades e de promessas vazias (como pedir informações sobre preços ao regulador, ou definir tetos para uma eventual sobretaxa sobre “lucros excessivos”, coisa que ninguém percebe bem o que é, etc. — trocado por miúdos: areia para os olhos), pouco tinha para dizer.
Suspeito, aliás, que a Ministra não saiba o que podia fazer diferente, ou sequer que queira fazer diferente — ela e o seu governo. Luís Montenegro, há três anos, sabia muito bem o que queria e o que prometia, mas depois de ser eleito, parece ter-se esquecido. É verdade que vários aspetos não passam exclusivamente pela pasta da Ministra, mas o que nos sobra é a desculpa habitual: a de que “os manda-chuva de Bruxelas não deixam fazer nada”. Uma falácia patética, dita na esperança de que os cidadãos não acompanhem o panorama internacional e ignorem que países como Espanha ou Alemanha, afinal podem.
E o que poderíamos afinal fazer?
Bom, primeiro olhar para a fonte dos problemas conjunturais — os conflitos na Ucrânia e no Irão. Dir-se-á que isso não depende de nós, portugueses e europeus. Não depende diretamente, claro, mas a nossa postura tem de ser urgentemente revista.
Há coisas incompreensíveis nesta geopolítica nacional e........
