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As lições da professora Kristin

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05.02.2026

“Depois de casa roubada, trancas à porta”
(Provérbio popular)

Nos últimos dias temo-nos inteirado da devastação deixada, sobretudo na região de Leiria mas não só, pela Depressão Kristin: mais de 12 mil ocorrências, 5 mortes diretas e já outras 5 em consequências indiretas, mais de um milhão de pessoas afetadas (mais até, este foi o número dos que ficaram sem eletricidade), ventos que podem ter superado os 200 km/h que passaram sobre árvores e estruturas como um rolo compressor.

Temos sido recorrentemente assolados por tempestades ao longo da história, algumas das quais um “autêntico terror” (como se disse da Depressão Martinho o ano passado, que embora com menor magnitude, ao atingir Lisboa teve muita visibilidade), caso do famoso Ciclone de 15 de Fevereiro de 1941 que ceifou a vida a mais de uma centena de pessoas, mas não só:

Não obstante não serem inéditos, fenómenos com esta magnitude são raros, felizmente. Todavia, a sua raridade, conjugada com episódios bem mais ligeiros mas também muito mais frequentes nos intervalos de ocorrência, explica parcialmente as nossas debilidades em responder a estes eventos calamitosos.

Como são nestas alturas que as falhas vêm ao de cima, também é com elas que podemos aprender, por forma a corrigir o que está menos bem para que na próxima – porque sim, mais cedo ou mais tarde teremos a próxima – as coisas corram melhor. Quais são........

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