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Mas como, senhor Ministro, como?

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04.08.2025

“A estratégia “consistente” do Ministério da Agricultura é, assim, “de longo prazo”: Castro Almeida reiterou que este problema não se resolve “em dois ou três anos” e que não passa por “pagar as operações de limpeza, mas sim tornar a limpeza interessante do ponto de vista económico”.

Tive o cuidado de ir verificar a citação, que está correcta, e não tenho a pretensão de que o Senhor Ministro estivesse a responder às minhas propostas públicas para que os contribuintes paguem o serviço de gestão de combustíveis finos a quem o produz, como forma de induzir maior competitividade nas fileiras económicas que hoje gerem combustíveis finos (resina, pastorícia, gestão florestal comercial, conservação da natureza, caça, enfim, há um grande número de actividades económicas que fazem gestão de combustíveis finos, internalizando os custos dessa gestão).

Acontece que estas actividades, nas actuais circunstâncias, não chegam para fazer uma gestão de combustíveis finos (ervas, matos, raminhos, cascas, caruma, pinhas, etc.) que nos permita ter controlo sobre o fogo. Há pelo menos 200 anos que, em Portugal, se discutem formas de tornar economicamente mais interessante a gestão dos terrenos marginais, sem que os resultados se possam considerar razoáveis. Por economia de argumentação, vou deixar de lado as actividades que dependem da filantropia, como a conservação da natureza e falar das outras.

Aumentar a competitividade implica conseguir ter preços mais interessantes para os produtos que se colocam no mercado, ou ser mais........

© Observador