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Novas realidades, novas estratégias: consentimento informado

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13.08.2026

Há um vício instalado no sistema educativo português que já não pode ser tratado como detalhe: sempre que as notas descem, sempre que o trabalho autónomo falha ou sempre que a indisciplina toma conta da aula, a culpa recai, quase por reflexo, no espelho sobre o professor. Criou-se a confortável fantasia e percepção de que a escola deve compensar todas as ausências, remendar todas as falhas domésticas e substituir, sem protesto, aquilo que não acontece em casa. Quando a realidade se impõe, demasiadas famílias preferem apontar o dedo à exigência docente em vez de encararem a sua própria omissão.

A isto soma-se uma mudança demográfica profunda. Em muitas escolas públicas e privadas, entre 15% e 20% dos alunos são estrangeiros ou têm percursos de migração. É uma realidade que não vai recuar, e que exige respostas à altura.

O problema é que continuamos a agir como se a integração escolar fosse um processo espontâneo, quase mágico. Muitas famílias chegam ao país sem conhecer o funcionamento do sistema educativo, os critérios de avaliação, a obrigatoriedade do material, o peso do trabalho de casa ou as consequências da falta de assiduidade. Fingir que tudo isto se........

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