Na ala internacional
Na ala internacional do aeroporto, sou visitada pelos fantasmas das outras viagens. Houve momentos em que julguei que a partida era definitiva. Viajei sem bilhete de regresso.
Regressada antes do tempo, mas ainda perto dessa emoção, revivo-a sem saudade. Posso dizer que conheço o sentimento de quem deixa tudo para trás. Conheço a ingenuidade de nos julgarmos pessoas sem um lugar. E o apelo incessante que tem sobre nós a paisagem onde crescemos. As aflições da ausência de familiaridade. A parte negra do desapego esperançoso. A força que têm os nossos sentimentos mais puros e as verdades a eles associados: as declinações das nossas origens, por esquivas que sejam, e o modo como não cessam nunca de nos enlear.
Aqui estou de volta, perto das mesmas portas de embarque: fui e........
