Quem fica de fora dos fundos europeus?
Portugal tem em curso o maior programa de financiamento europeu em décadas, com mais de 40 mil milhões de euros mobilizados, e ainda assim algumas das empresas mais inovadoras do país continuam a ficar fora. Não por falta de ambição, mas porque os programas disponíveis raramente foram desenhados para contemplar o modelo de empresa que mais inova hoje, e os critérios de avaliação continuam a projetar uma lógica tradicional sobre um ecossistema que é muito mais dinâmico.
Ao longo do último ano, trabalhei com centenas de startups e PME em processos de candidatura. O padrão dita que as empresas com mais tração, mais risco tecnológico e mais impacto potencial são precisamente as que mais frequentemente se deparam com critérios que não reconhecem o que fazem.
Tenho dois exemplos que ilustram o problema com clareza. Uma startup com rondas de investimento fechadas, faturação significativa e fundadores com historial comprovado de criação de empresas foi reprovada numa candidatura com o argumento de que a equipa não tinha........
