2025 o ano da simbiose
Vivemos tempos de transformações rápidas e profundas, onde a inteligência artificial deixou de ser uma ideia distante para se tornar uma protagonista no nosso quotidiano. Percebe-se que 2025 não será apenas mais um ano, mas um marco decisivo na relação entre humanos e máquinas. A questão que se impõe não é somente o avanço tecnológico em si, mas como iremos equilibrar esse progresso com responsabilidade ética e social.
A ideia de uma IA superinteligente, programada para objetivos aparentemente benéficos, é sedutora. No entanto, inteligência e alinhamento ético nem sempre caminham juntos. Uma IA menos sofisticada, porém eticamente alinhada, pode ser mais benéfica do que uma superinteligência mal orientada. É como o conto daquele que nasce com o potencial de génio: não é sobre o potencial em si, mas sobre como nos desenvolvemos no decorrer desse caminho e, principalmente, sobre como orientamos esse potencial. Se não tivermos cuidado, podemos deparar-nos com consequências indesejadas, mesmo que as nossas intenções sejam as melhores.
A convivência entre humanos e IA está a evoluir de uma forma fascinante. Robôs de atendimento estão a aprender sobre o valor do “toque humano”, emulando vozes e........
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