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A Europa e o dilema do futuro do futebol mundial

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17.08.2026

Era uma vez um sr. Infantino, um homem cheio de carisma, que gostava muito do vil metal, mais ainda do que de futebol, ao ponto de lhe ter passado pela cabeça criar um Fundo financeiro e convidar investidores financeiros – que providenciariam até a um limite de 20% da totalidade do seu montante -, a multiplicar os lucros da FIFA por ocasião da organização das próximas edições da World Cup. Nas suas palavras, este novo órgão não interferiria em nada que implicasse o processo desportivo em si.

Porventura ofuscado pelas doiradas perspetivas que logo terá adivinhado se tal projeto viesse a ser inaugurado, aquele dirigente esqueceu-se de consultar, ou apenas informar, o conjunto de representantes das Federações e Confederações de Futebol representativas das mais de duas centenas de países, nações e territórios, que se contam entre os membros daquela poderosa instituição. O suíço-italiano apaixonou-se por esta ideia, e, tal como frequentemente acontece nestas circunstâncias um pouco irracionais, não quis partilhar com ninguém esse íntimo segredo, até achar que a relação mútua entre o criador e a criatura estaria já devidamente consolidada: a argumentação a seu favor teria de ser absolutamente inatacável.

A ocasião escolhida para o anúncio foi então o imediato pós-Mundial de Futebol que acabara por findar em New Jersey com a vitória da Espanha: haviam-se registado vários e assinaláveis recordes, como a extraordinária dimensão dos lucros depositados nos cofres da FIFA, ou a participação pela primeira vez de 48 seleções nacionais na fase final da competição. Tinha a sensação de que esta festiva constatação lhe oferecia a apropriada ocasião para........

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