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Bad Bunny, o fundo da toca

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14.02.2026

Catei por aí incontáveis referências elogiosas ao espectáculo que Bad Bunny apresentou no intervalo do Super Bowl. Tinha uma ideia de que o Super Bowl é a final do campeonato de futebol americano. Não tinha ideia de quem, ou do quê, é Bad Bunny. Dado que as referências falavam do tal espectáculo como um “momento histórico”, uma “revolução” e quiçá o ápice da humanidade desde a invenção do chiclete, resolvi investigar.

Primeiro, apurei que o Bad Bunny é um cançonetista porto-riquenho de enorme sucesso entre os jovens e as crianças de hoje. Mau prenúncio. Depois vi fotografias da criatura. Péssimo prenúncio: o espécime assemelha-se a um excluído do circuito de narco-tráfico de Ciudad Juarez por excesso de bijuteria. De seguida, arrisquei ouvir a música. Aguentei 15 segundos. Não se pode dizer que a música seja má. O problema é que não se pode dizer que seja música, e sim o tipo de calamidade sonora que, à revelia de diversos tratados internacionais, se imagina útil para forçar prisioneiros a confessar o que calha. Parece que o “estilo” se designa por “reggaeton”, palavra que em sânscrito significa “Que o chão se rasgue para que as  maleitas do inferno corrompam a Terra e aleijem as almas”. Acho estranhíssimo que os inúmeros argumentos para impedir o acesso de........

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