O exemplo de um copo d’água
Qualquer atitude tem o seu tempo, e o tempo não espera, continua seu curso.
O STF já teve tempo de sobra para corrigir seus excessos. Agora uma longa conta chegou para complicar os ministros e assustar. “Qui gladio ferit, gladio perit (Quem fere com a espada, pela espada morre).
Disse o menestrel: “O poder é uma droga”, altera, entorpece, especialmente quem não percebe que continua sendo um homem comum no meio de bajuladores e pedintes. Por isso um toque de cinza depois do Carnaval: “Lembra-te, homem, de que és pó e ao pó voltarás”.
Esquecer-se de que o momento é fugaz pode ser fatal. O “gladio” não tem relógio nem alma.
O poder inebria quem não se preparou. O poder não diminui as responsabilidades, antes as aumenta exponencialmente. Trata-se, na prática, de um empréstimo de prerrogativas, concedido temporariamente a um simples ser humano. Algum mérito teve para chegar, mas deve considerar que qualquer gesto ou exemplo em cargo de poder se reflete numa cadeia de consequências, positivas e negativas, que deixam um saldo.
O patrimônio moral e intelectual no poder tem como se ampliar ou até se aniquilar em caso de excessos. O resultado depende da dedicação sincera e, muito, da humildade adotada. As teorias do bem de Marco Aurélio, duradouras, mais que do proveito de Maquiavel,........
