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Minas Gerais, Carnaval, encontro e ritmo

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13.02.2026

Em fevereiro de 1897, Belo Horizonte ainda não havia sido oficialmente inaugurada como capital de Minas Gerais. A cerimônia seria apenas em dezembro. Mesmo assim, foliões atravessaram a Praça da Liberdade ainda em obras e desceram rumo à avenida Afonso Pena fantasiados. A festa veio antes do ato formal. Minas Gerais mostrava, então, que cidade não nasce apenas por decreto. Nasce quando as pessoas ocupam a rua juntas. Antes mesmo de existir oficialmente, a capital já experimentava o poder civilizatório da convivência.

Muito antes da nova capital, em Ouro Preto, o Zé Pereira dos Lacaios já percorria as ladeiras tocando grandes bumbos para anunciar a folia. Criado no século XIX por funcionários do antigo Palácio dos Governadores, o grupo transformou servidores públicos em protagonistas da rua. À frente do cortejo iam os catitões, bonecos gigantes feitos de madeira e papel, caricaturas da vida política e social.

Em Mariana, o Zé Pereira da Chácara mantém tradição semelhante desde o fim do século XIX, com bonecos estruturados em taquara e revestidos de papel pintado à mão que satirizam fatos e personagens locais.

Em Diamantina, a........

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