Memória da dor
Não menospreze a memória da dor. É mais valiosa do que a da alegria. Previna-se de sofrer novamente, e profanar contentamentos futuros.
Uma das grandes falhas no relacionamento é acreditar que a vítima da grosseria não se lembrará do que foi falado de ruim ou inadequado, que deixará as rusgas de escanteio com o decorrer da convivência. Palavras tristes, entretanto, são bumerangues: vão e sempre voltam.
Os ouvidos são a porta do coração. Não há como barrar a passagem de desaforos e críticas.
Quem é maltratado, principalmente na intimidade, jamais esquece. Fica com aquilo guardado, ocupando espaço. Remói silenciosamente a ferida assinalada.
Já quem agrediu, ou magoou, esquece facilmente. Minimiza, alegando ter........
