Brasileiro sente peso da guerra no bolso
O preço do barril de petróleo atingiu cerca de US$ 120 na manhã de segunda-feira (9/3), e seus reflexos sobre os mercados mundiais mostram como nossos bolsos também estão vulneráveis às bombas que explodem no Oriente Médio. Para o Brasil, os impactos podem ir da reversão na tendência de queda do preço da gasolina neste início de ano à frustração da prometida queda nas taxas de juros na reunião do Copom dos próximos dias.O mercado petrolífero havia precificado o custo da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã: o barril iria variar em torno de US$ 80 e, em poucos dias, o conflito iria acabar. Nem uma coisa, nem outra se concretizaram. O fechamento do Estreito de Ormuz e os bombardeios a instalações no Irã, Bahrein, Arábia Saudita e Catar levaram empresas a reduzir a venda de petróleo e gás, encarecendo os custos energéticos de uma Europa combalida por quatro anos de conflito na Ucrânia e desesperada por energia no inverno.Além disso, a eleição do filho do falecido Ali Khamenei para ser o novo líder supremo do Irã mostrou que o país não deseja mudar o rumo de sua política, tampouco parar de – por meio dos lançamentos de drones e mísseis – trazer os vizinhos do Oriente Médio para a arena a fim de pressionar uma negociação.O Brasil navegava em águas calmas no setor dos combustíveis. Apenas em BH, o preço havia caído 5,34% de janeiro a março. Com as novas reservas, o país gerou US$ 44 bilhões em receitas, com exportações recorde de petróleo bruto. Mas ainda importa um quarto dos derivados que consome. Assim, em relação aos preços internacionais, o diesel acumulava uma defasagem de 64%, e a gasolina, de 27% na semana passada. E, mesmo sem reajuste de preços da Petrobras, as distribuidoras começaram a repassar custos preventivamente.Num país em que 80% das cargas são transportadas nas rodovias, não tardará a movimentação repercutir em outros produtos, principalmente agrícolas. Infelizmente, a receita usual contra alta da inflação é subir juros – freando a economia e tornando o Brasil e os brasileiros, também, vítimas dessa guerra.
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