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Se a final fosse um exame oral, a Espanha já entrou na sala

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16.07.2026

Há equipas que jogam tão bem que obrigam os adversários a pedir indicações. Anteontem, durante largos períodos, a França parecia um turista que saiu da estação de Santa Apolónia convencido de que estava em Paris. Corria muito, olhava para todos os lados, mas nunca chegava ao destino.

A Espanha ganhou por 2-0 e, mais do que isso, ganhou sem dramatizar. Há seleções que vencem aos encontrões, outras às bolas paradas e outras ainda porque o árbitro resolve experimentar literatura fantástica. Esta Espanha ganha com a irritante normalidade de quem sabe exatamente o que está a fazer. O futebol espanhol conseguiu uma coisa extraordinária: transformou a posse de bola numa forma elegante de assédio moral. Não é aquela posse........

© O Jogo