A bota de Palma Ramalho
O Governo fechou a proposta de revisão da lei laboral que segue para o Parlamento, com muitas dúvidas para perceber o que é que vai sair do jogo partidário. O PS dá sinais de não ter vontade de negociar ainda que estrategicamente não queira dizer que não para não se colocar de fora. Já o Chega vai a jogo, mas coloca duas exigências para aprovar a reforma laboral: descer a idade da reforma e mais férias para os trabalhadores. Condições impostas a Montenegro, não sem antes colocar como ponto de partida que a reforma que está agora em cima da mesa “é má para o país, é má para os trabalhadores”.
Procurar consenso no Parlamento arrisca a ser mais uma vez um esforço inglório, como as mais de 900 horas gastas em negociações a revelarem-se um desperdício numa reforma que peca por ter à partida........
