A Europa de quem faz
Durante demasiado tempo, a Europa habituou-se a falar de inovação, competitividade e autonomia estratégica como se bastasse aprovar estratégias, anunciar metas e regular melhor. Mas a competitividade não se decreta. Constrói-se. E constrói-se com empresas que nascem, crescem, escalam e ficam na Europa.
Foi isso que ficou claro no início deste mês, em Bruxelas, numa Start-up/Scale-up Summit que promovi no Parlamento Europeu. Dos debates com fundadores, gestores, investidores e decisores políticos, ficou clara uma conclusão difícil de ignorar: a Europa tem talento, investigação e empreendedores, mas continua a falhar no momento decisivo, quando as empresas precisam de crescer.
O primeiro desafio é cultural: a Europa precisa de uma relação mais saudável com o risco, dos empreendedores aos investidores. Uma economia que penaliza o erro dificilmente gera empresas........
