Ocidente em declínio. Prospectiva precisa-se
1. Em artigos de opinião, tem-se falado, aqui, do processo de erosão sucessiva da Hegemonia do Ocidente, em favor dum eixo centrado na Ásia, com a China no centro do furacão.
As referências a opiniões de Personalidades de Prestígio, a Prémios Nobel, ou através de artigos produzidos sobre competitividade nos domínios da tecnologia em áreas críticas, IA, chips, semicondutores, energia, terras raras, têm sido as formas de aproximação ao tema, constatando, com grande desconforto, que a União Europeia acordou tarde para esta “guerra” e, se já acordada, não mostra saber nela participar.
Um tema, na ordem do dia, cujo aprofundamento interessa muito à Humanidade, causa apreensão, pelas transformações inimagináveis que uma mudança, deste teor, irá desencadear.
2. Hoje, voltamos, a um breve contacto com o estado da arte nesta temática, mas no domínio das Universidades e outras Instituições de países do mundo ocidental, designadamente EUA, Reino Unido e França.
A investigação e o ensino estão a mostrar sensibilidade a esta temática. Há trabalho e conhecimento produzidos e cada vez a surgirem Universidades e Escolas empenhadas na matéria, integrando-a nos seus curricula de ensino, investigação, mestrados, doutoramentos e trabalhos concretos.
Urge divulgar esses resultados de forma ampla. Os governos deveriam empenhar-se nesta tarefa, porque começa a germinar na sociedade uma inquietação de fim de ciclo: a de que os políticos estão a encobrir a realidade, pois como em tudo, interesses relevantes “se atravessam”, tentando “vetar” a discussão e bloquear “o correr” das ideias.
Ninguém pode ficar indiferente a uma eventual mudança de matriz de fundo, numa futura nova organização e gestão do Planeta. E quando essa visão começa a apontar para distâncias/datas concretas, cria-se um frenesim de incertezas e........
