O mundo cansado do dólar americano
Com mais ou menos profundidade, todos temos uma noção de que o dólar norte-americano foi o grande vencedor do Tratado Bretton Woods, assinado em 1944, ainda no decorrer da Segunda Guerra Mundial e, uma das traves-mestras que, sob o comando dos EUA, ajudou a configurar o Ocidente a assumir a hegemonia global do Planeta, desde então.
Nessa conferência, que decorreu entre 1 e 22 de Julho, o dólar foi imposto como moeda dominante ao sistema financeiro mundial, apesar da oposição do Reino Unido, através de Keynes, o seu representante, que nada conseguiu, pois, a força, incluindo a militar, estava com os EUA. E, para quem tem a força e a privilegia, nas relações internacionais, para domínio dos outros países, contra a cooperação negociada, não são precisas mais palavras!
Ao longo dos longos anos de hegemonia americana, o dólar exorbitou, muitas vezes, pela mão dos seus dirigentes políticos, a sua esfera natural (sistema financeiro), para ser usada como ferramenta de punição, por exemplo, nas sanções económicas coercitivas, no congelamento de activos (reservas), em bloqueios transaccionais… Tudo isto se passou, ao longo desse período e, mais recentemente, com a Rússia e a Venezuela.
Esta dupla função foi gerando perplexidade, incertezas, receios e rejeição no Mundo não Ocidental e levou a que se gerassem movimentos consistentes, tendentes a reduzir cada vez mais o campo de incidência e de intervenção do dólar. Tornear o dólar norte-americano tornou-se um alvo imperioso ao funcionamento regular da........
