Como um país de 9,5 milhões de habitantes se tornou, por uns dias, “o centro” do mundo
No domingo, dia 12/04/2026, houve eleições parlamentares na Hungria, onde Viktor Orbán, o líder europeu que mais tempo serviu –16 anos – na União Europeia, averbou uma pesada derrota, saindo vencedor, com uma vitória expressiva, o conservador pró-europeu, Péter Magyar, que militara, durante anos, nas fileiras do partido de Orbán.
A derrota de Viktor Orbán significa, acima de tudo, um grande abalo nas fileiras do movimento MAGA de Donald Trump que, até ao último momento, lhe concedeu o máximo apoio, enviando inclusive o seu vice-presidente J.D. Vance, para participar e intervir na campanha, levando promessas de financiamento e apoio económico à Hungria, caso Orbán ganhasse, ou seja, a “receita” antes oferecida a Javier Milei da Argentina não surtiu efeito na Europa, tanto que agrupamentos extremistas europeus já se interrogam das vantagens das ligações ao Maga. Não será que as constantes “errâncias” de Trump descredibilizam aquilo em que se mete?!
Na realidade, segundo o jornal “Politico”, Orbán era tido nas hostes do Maga como “figura de destaque e precursor do seu movimento nacionalista cristão e anti-imigração”. Para Trump, um herói super-inspirador dos movimentos da extrema-direita mundial de que ele (Trump) se arroga líder supremo, o “Trump antes de Trump”, na designação de Steve Bannon, o primeiro guru ideológico do Presidente, o homem que, na Europa, tentou montar uma Universidade, para formar “dirigentes” para a máquina populista de extrema-direita, chegando a estar prevista arrancar em Itália, mas caiu por não autorizada.
A derrota de Orbán provocou, assim, fortes arrepios e sobressaltos por todo o mundo da extrema-direita e direita radical, daí o foco posto nos resultados destas eleições.
Os resultados eleitorais mostraram, da parte do povo húngaro, uma grande rejeição a Orbán. Essa, a........
