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A dívida americana, um risco acrescido para o Ocidente Global

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11.03.2026

Muitos especialistas, comentadores, jornais, revistas especializadas andam a debruçar-se, desde algum tempo, sobre o montante e a evolução da dívida dos EUA e seu impacto na queda da Hegemonia do país e, por arrasto do Ocidente global.

Em concreto, a dívida pública americana tem vindo a crescer de forma galopante. Em finais de 2020, o seu montante ascendia a 23,2 biliões de dólares (unidade 1*12 zeros), enquanto, em Fevereiro de 2026 (5 anos e dois meses depois), atingia 38,6 biliões, com a relação Dívida/PIB (nesta data) em 124,28%. Agora, que as condicionantes da dívida futura americana se alterarão com o esforço da guerra do Irão, muita água vai correr sobre esta temática que já andava a abalar as contas dos EUA.

Para 2026, a previsão, antes do esforço da guerra, só com o pagamento dos juros líquidos da dívida, era bem acima de um bilião de dólares. Agora, impossível avançar um valor. O que se sabe é que o esforço financeiro da guerra vai parar todo à dívida pública, devido a falta de cabimento orçamental.

Por outro lado, vários especialistas colocam a questão de que serão os BRICS e a China, os grandes beneficiários deste andamento da dívida, na medida em que cada vez estão a ser reunidas as condições para um Mundo Financeiro Multipolar e Descentralizado.

Aliás, nada de novo, pois caminhar para esse outro Mundo ou para uma nova Ordem financeira sempre foi um dos desígnios do grupo BRICS, pois sempre viram, nesta forma de organização financeira, uma resposta de equilíbrio contra o domínio dos EUA, que decorre do acordo de Bretton Woods de 1944.

Mas uma nova questão se coloca agora. Este esforço, que vem aumentar o montante da dívida, não tenderá a acelerar e a desequilibrar de forma perigosa a já débil situação dos EUA?! Num país, com........

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